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domingo, 30 de julho de 2017

Em nome de Deus

domingo, julho 30, 2017
Foto por: Gabriel Jacobsen - 07/09/2014, Porto Alegre - leia mais clicando (aqui)


"A maquiagem forte esconde
os hematoma da alma.
 Fumando calma ela observa
os faróis que vem e vão."
- Emicida "Rua Augusta"



Hoje, no tradicional bairro do Bixiga, da capital paulistana, ouço o som de músicas italianas e aroma de queijo quente exala no estabelecimento. Estou em uma das cantinas coloridas da rua dos Ingleses, nesse bairro tradicionalmente italiano. Saio da Cantina, e entro no meu carro, observando o  céu sem ameaças de chuva, o que é um milagre para os meses de abril em São Paulo.

Sigo em direção ao bairro da Consolação, passando por túneis cheios de crianças dormindo em papelões finos, velhos bêbados e pervertidos correndo atrás das mulheres em situação de rua. Parando no semáforo, observo a cena que acontece no carro à minha esquerda: uma prostituta abordando o motorista. "Qualé, moço, só 10 reais o programa. Tá barato porque hoje é sexta." Dizia ela projetando seus lábios avermelhados para o motorista, que simplesmente fechou o vidro e foi embora. 

Aquela cena me intrigou ao ponto de mudar minha rota, me fazendo dar uma volta na cidade para dar tempo de refletir. "Vender o próprio corpo por 10 reais", sussurrei, tentando organizar as ideias e os pensamentos. Me aproximando dos arredores do Morumbi, passando pela comunidade de Paraisópolis, eis que a realidade cai na mente como chumbo. 

Concluo que é muito fácil do lugar onde estou, dirigindo o carro do ano, currículo formado pelas melhores escolas no exterior, cursando medicina na USP, apartamento no Itaim e casa de praia em São Vicente, não senti qualquer empatia por aquela mulher. Isso me motiva a questionar, onde eu estava esse tempo todo que não pensava em histórias quais histórias estão por trás daquela moça, das crianças do túnel , dos subúrbios e dos necessitados.

Mudo meu destino, desisto da Consolação e volto ao Bixiga para solicitar um prato de penne ao molho, mas também desisto disso porque até a fome eu perdi. Desisti do encontro verde amarelo e voltei pra casa. Entrando no meu apartamento, ligo a TV em algum canal noticiário que transmite além de notícias horríveis como coincidentemente uma prostituta esfaqueada, a manifestação verde e amarela na Avenida Paulista. 

Tento não morrer de remorso, pensando que por um segundo eu estaria comungando na mesma missa que aquelas pessoas brancas com seus relógios suíços e calçados produzidos em mão de obra escrava.

Me deprimo pensando na falta de possibilidade de ser menos egoísta, desligo a TV constatando que as pessoas que ali sorriam para as câmeras são as mesmas pedindo muito mais além de patriotismo. O verde-amarelo se faz presente, solicitando intervenção militar para assassinar pessoas, cidadãos. Não só cidadãos comuns, como também, pessoas na mesma situação que as pessoas dos túneis e subúrbios. Assassinando cidadãos como a moça do semáforo e seu batom vermelho. Mas é tudo em nome de Deus. 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Ressurgindo do sangue, uma fênix vermelha.

quarta-feira, maio 24, 2017




Tão vermelha quanto a cor do rosto de alguém em desconforto. Suspirou, clareou. A desenvoltura do seu corpo animal, saía em silhueta do sangue. Um sangue derramado por uma guerra, que por sua vez, não foi tão suave como um dia se esperou dela. Sangue tão vermelho quanto as pétalas de rosas jogadas como tempero no sangue. E o cenário nos faz questionar, onde estão os espinhos. Provavelmente tragados na garganta de alguém em desconforto. 
Alguém que supostamente não tem possibilidade de respirar, e grita internamente de dor, questionando toda a tensão desnecessária daquele caos. Mas suspirou novamente, e clareou. Apareceu aquela silhueta visceral que nos torna tão insípidos, cretinos. A silhueta tão mitológica quanto os devaneios travestidos de mudanças, que um dia nos encontra para entregar seus camafeus dourados, para carregarmos por anos e anos, com um certo peso consciente. O peso da última colheita.
Aquele sangue tão nítido, ácido e pulsante. Vivo, sempre vivo. Aquela silhueta que se revela da mesma cor do sangue. E incendeia. Chamas tão quentes quanto o corpo febril de alguém em desconforto. Uma febre que só tem cura, com a estabilidade de cada centímetro quadrado. Onde encontrar estabilidade em uma guerra? Solitária, a chama de dentro do sangue renasce. 
E vive, respira. Mas não se sabe se está pronta pra mais uma guerra, está tão trêmula quanto alguém em desconforto. Está tão triste quanto a desenvoltura de uma vida que precisa mergulhar no mais íntimo, e retornar ao útero maternal. Para sobreviver com as cláusulas de um contrato não auspicioso. 
Que sacudam as moedas de ouro! Ela respira! Vive! O soar de chocalhos e metais sendo agitados permanece. Nós, meros cretinos, não podemos fazer nada. Apenas chorar com o debater de asas de fogo, que sabem como voar, mas não consegue, pois estavam mergulhadas em sangue de alguém em colapso, arrebatado para a dor. De que adianta renascer e não se encontrar? 
O soar de flautas e toque de cordas indica um novo caminho, o caminho da cura. O caminho clareado pelo suspiro, e assim, pequenas criaturas carregam o corpo para o processo mitológico da recuperação. 
O tempo que esse processo vai durar, é proporcional à quantidade de espinhos concentrados na garganta dos que gritam. E proporcional a todos os tecidos que cobrem as feridas, ainda assim, incendiados. Tornará lembrança tudo o que aconteceu, e que sejam ouvidos todos os cânticos de renascimento. O tilintar dos metais anuncia: a fênix vermelha ressurgiu do seu ninho de sangue. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sobre a vida urbana e seu aroma de adrenalina poluída

sexta-feira, janeiro 13, 2017


Confesso que ao longo da minha vida acadêmica eu tenha tido uma certa aptidão com o mundo dos números, cálculos e fórmulas. O que transfigurou totalmente nesses últimos anos de ensino médio. Anos que tem se arrastado com uma lentidão, com uma perspicácia que parece cada vez mais distante O Dia da Libertação.

Nesses últimos anos descobri uma paixão já escancarada antes, só que imperceptível, com o mundo dos livros, da literatura e da prosa. E me descobri escrevendo crônicas, relatando a vida urbana com um ambiente frio e calculista. Onde as composições de Ludovico Einaudi se encaixassem perfeitamente com borboletas no estômago.

A adrenalina contida neste cenário tem sido cada vez mais palpável. São mais de 500 anos de correria, hormônios, emoções e questionamentos fluindo num ambiente só. E observando do ângulo onde estou, uma respiração profunda - e desconfortável devido à poluição - é o suficiente para perceber todas as expressões caóticas existentes nesse espaço.

Registrando tudo isso na fórmula silenciosa, sensível e detalhista, a vida urbana de repente não parece tão complexa. Ela é desmistificada tão rapidamente que as palavras simplesmente se entregam ao espaço em branco. E sua facilidade de perceção tambem nos envolve complexamente.

Paradoxais, são as conclusões sobre a vida urbana gravada em lentes de diretores de cinema como Anna Muylaert, Walter Salles entre outros. Cenas lentas, silenciosas, câmeras localizadas estrategicamente para exploração da cena.

E coisas simples e tranquilas como lençóis brancos, cafés e papéis se tornam protagonistas de vidas solitárias, agitadas, ansiosas, ofegantes. Protagonistas de um mundo de luzes, sons, imagens, e sendo parte de todo um contexto audiovisual que não cabe a mim a imensidão e o privilégio de registrá-lo por inteiro, mas cabe em detalhes.

sábado, 1 de outubro de 2016

A bússola quebrada, o território desconhecido e o baile que a vida te deu

sábado, outubro 01, 2016

Por mais que tentamos ser estáveis, a vida é uma dançarina com dois pés esquerdos. Não há como viver sem altos e baixos e eu até tento, ter o controle das coisas, mas meu coração epilético está sem comprar seus remédios, seus gardenais, o que interfere no curso das coisas nessa selva de pedra solitária.

Fria, bonita, brilhante. A impressão que as mil histórias causavam era exatamente esta. Mas no final das contas era só uma capa por cima de um grande medo, uma grande insegurança. O barco afundou e meu desnorteio sofreu um naufrágio. De repente, quem tem razão na história? Quem será o famigerado que chegará para apaziguar as coisas? Quem será o escolhido entre tantas almas daquele necrotério sombrio que era o barco?

Após o naufrágio, todos percorrem um território desconhecido. Todos, digo, os sobreviventes. Mas eles estão isolados, estão retidos, solitários. Cada um foi parar num canto, e sem medo de pestanejar, saíram a desbravar o local. A insegurança chegara para se fazer presente e quebrar todas as bússolas. E com a bússola quebrada, quem se orienta após um naufrágio necrológico?

Um perfume é somente o que salvaria toda uma comitiva. A contradança no centro de tudo, se fazia cada vez mais presente. As peles quentes, o suor frio dos corações, embalavam tudo com uma certa angústia.

Um desespero este, que não interferiu no curso das violas que ali choram. Adoniran se faz presente, com seu relógio adiantado esperando seu trem. O samba bravo que ali ecoa, a revolta em todos os glóbulos do sangue caracteriza uma cena revolucionária. Mas o desespero soa mais forte, cortando os ventos, secando os prantos e dança tortuosamente, confundindo quem ali tenta se orientar.

E onde estará o findar desta dança desvairada? Dizem os sábios que a dança terá seus pontos de calma, seus segredos que revelam o encanto de uma paz a curto prazo. E se os maremotos vierem, o famigerado chegará para segurar todas as estruturas inóspitas em busca do perfume. O perfume de um baile emocionante, que deixou muitos enlouquecidos.


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Não seja só mais um inerte

quarta-feira, agosto 10, 2016


Tem oportunidades que recebemos que nos parecem irrecusáveis. São o reconhecimento do que fazemos pelo mundo.Tudo o que somos no mundo importa.

E há quem diga "isso é besteira, você não precisa disso. Ninguém precisa disso. Desde que você tenha casa, comida, estudo e um lar, você não precisa desses supérfluos"
E assim, vamos formando uma galera inerte e neutra que não sente a ânsia de inovar. E sabe o que é mais perturbador? Vamos formando um monte máquinas que só atende o necessário.

E esse monte de máquinas são os que fazem parte das estatísticas de depressão. É uma vida frustrante que produz mais do mesmo e induz a acreditar numa morbidez estarrecedora. Um monte de máquinas com suas vidas remotas sem o menor sinal de alegria.

É curioso imaginar que nos necrotérios, a maioria das mortes são causadas por motivos que somatizaram essa vida em cinzas. Um ataque cardíaco, proveniente de um stress, um suicídio pela depressão, e até mesmo os que morrem de tristeza em seus apartamentos contemplando um céu nublado de cores mórbidas.

A inovação pode ser a porta de liberdade para povos, para nações. Não devemos menosprezar aquilo que sai do padrão. Crie, inove, seja. Brilhe neste mundo cinza da fumaça dessa gigantesca fábrica que é o mundo que vivemos.

Coloque cor no mundo, pinte suas aquarelas na vida das pessoas, talvez com toda a realização financeira e profissional, esteja faltando amor, cor, folia, alegria. E é por isso que todos somos importantes no mundo, porque conseguimos transformar.



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Sou espírito livre, mas onde está minha liberdade?

quarta-feira, julho 13, 2016


Minha veia artística me permitiu pensar nas coisas mais aleatórias nos últimos meses. É como se eu estivesse entrando na veia surrealista com um toque do realismo e quisesse barbarizar enquanto o mundo é mundo.

Pintar um quadro com as maiores e melhores metáforas do mundo, no momento, não é uma má ideia, partindo do pressuposto que preciso me expressar e jogar minha adrenalina no mundo.
Mas aí, eu como reles ser humano vivendo numa sociedade em que graças aos ideais calvinistas vivemos em torno do trabalho, eu não tenho tempo.

Tempo é uma riqueza para mim que eu tenho que ficar cronometrando todos os meus minutos, segundos, milésimos... Um dia terei tempo? A persistência do tempo, já pintou Salvador Dalí. Aquela obra me representa de uma forma, que eu faria camisetas com ela. 

Tempo para cuidar de um bonsai, pintar meus quadros, conversar besteira, tomar uma sem me preocupar com um relatório, um documento, uma lei... argh! Há tanto tempo e tanta coisa pra fazer. Onde, céus, onde está meus objetivos? Os deixei escondidos em alguma pasta? A confiança me deixou recado? Se deixou, não anotei. Tenho certeza que faz séculos em que só ultrapasso o sinal porque não tenho tempo para esperar. 

Sou espírito livre, mas onde está minha liberdade? Onde está o bailar das minhas inspirações, onde está os meus anseios, onde se esconde minhas respirações? Por que procuro? Por que não acho? Onde me escondo? Dentro dos livros e compromissos, será? 

Só sei, que nada sou sem tempo. E por enquanto, nada serei. Se meus sonhos e objetivos estarão lá fora, não vejo a hora de sair daqui. Liberdade, minha doce liberdade.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Mil informações e um sentimento: equilíbrio

segunda-feira, maio 30, 2016


Seria muito bom dormir e acordar numa cidade de região montanhosa sem me preocupar com determinados problemas. Mas acontece que minha vida não tem os tons chuvosos e resolvidos da série Pretty Little Liars. Então, me surge uma reflexão. E se tivesse?

Se tivesse esses tons, meus problemas seriam outros. Ninguém é uma ilha. As relações interpessoais das pessoas provocam problemas em outras e é assim sucessivamente.

Mas o bom é que no final, tudo é experiência pra enfrentar coisas ainda maiores. Continuo achando que é loucura esse negócio de viver pra ser livre, porque não somos livres. Nós só precisamos buscar momentos de paz, harmonia.

De repente, num curto prazo de uma semana vem surgindo novas informações, tudo ao mesmo tempo. É impressionante, como o ser humano tem a capacidade de descobrir mil e uma coisas ao mesmo tempo, e conseguir digerir todas essas informações

E nessas descobertas, fico naquelas paranoias de "se eu não estivesse deste determinado jeito naquele momento, jamais teria acontecido", mas aí, eu paro pra pensar: no que vai adiantar? Aconteceu.

Como Heráclito, filósofo pré socrático, diria: Tudo flui. E nós só temos que seguir com o curso das coisas. Dar uma ajeitadinha quando tá incomodando, e viver.

Quero seguir dançando entre essas informações. Pareço a garotinha do clipe Chandelier - Sia, dançando loucamente até encontrar um denominador comum pra vida.

Talvez eu dance eternamente. O ponto de equilíbrio universal, nós só vivemos buscando. E absorvemos mais informações, experiências, aprendizados. Talvez o ponto de equilíbrio seja essa coreografia desconexa em que estamos dando a cara à tapa para sentir o que é real. Talvez o famigerado ponto de equilíbrio, seja nossos momentos mais humanos.




sexta-feira, 25 de março de 2016

Eu quero a sorte de um amor tranquilo

sexta-feira, março 25, 2016
eu quero a sorte de um amor tranquilo


Sinto um caos me rodeando, e eu não consigo pensar direito. São muitas decisões a se tomar. São muitas coisas a se pensar. A vida poderia ser uma simples música do The Fray.
O simples ato de tirar os sapatos ao chegar em casa, virou uma ato de glória, de dever cumprido, de descanso. Os dias estão carregados de adrenalina excessiva, de uma tensão perturbadora, e isso faz com que chegar em casa, seja um ato simbólico de sobrevivência.

No meu aleatório dançar pela casa, finjo que não há uma guerra acontecendo à minha volta. Finjo que no lado externo na redoma indestrutível que é o meu apartamento, não tem gente fazendo apologia ao crime, gente pedindo a morte alheia, pedindo violência, manifestando a favor de um golpe político.

São reconfortantes esses micro-momentos em que eu esqueço de tudo. Tirar a roupa, tomar um banho, ouvir música enquanto cozinho, respirar longe dos noticiários, das discussões, das brigas.

Porém, é necessário viver um pouquinho desse caos diariamente.  Eu preciso saber separar o tipo de informação que estou consumindo. Tem muita coisa tendenciosa na rede, na tv, que eu fico sem saber pra que lado devo ir. De repente, a maior emissora nacional se torna uma apoiadora de um golpe político. Ou os tabloides mais populares forjam informações. Não me sinto satisfeita. 

E no amor, a coisa anda louca. Rolou uma segregação de esquerda e direita impressionante. Casais que têm medo de morrer por irem contra o sistema, igualzinho na ditadura militar, ou casais que se separam por um dos cônjuges apoiar o golpe. E vice-versa. Eu fico observando esses casais, porque eu quero a sorte de ter um amor tranquilo. O que é totalmente o oposto desse grupo de pessoas.  

Eu quero só ter alguém pra compartilhar o que aconteceu no trabalho, contar de uma banca alternativa que encontrei na feirinha, e sei lá, curtir o que me resta da vida. Não quero que a política ou a economia torne tudo mais tenso do que já está. Eu sei que não tem como fugir de tudo, mas eu mereço um descanso de tudo isso. 

Um amor tranquilo está se tornando raro, o que não quer dizer que no meio da guerra nós mesmos não possamos plantar um pouco de paz. 


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Um tempo para respirar.

domingo, fevereiro 07, 2016
um tempo pra respirar











Bom, passei por mais ou menos um mês de férias desavisadas, (desculpa gente), pra colocar as coisas em ordem.

Meu computador tava uma loucura! Pastas de músicas nos documentos, coisas de jobs misturadas com wallpapers... ARGH! Aproveitei para mudar a logo do blog (que tá linda!), capa de facebook e afins...
Aproveitei para me mudar.

Tem tanta coisa acontecendo, aquele velho loop da vida.


um tempo pra respirar




Acho que todo mundo precisa de tirar um tempo para si. Não só para organizar, mas se conhecer. Olha só, descobri que gosto de Surrealismo. Descobri que odeio a teocracia. Descobri que sinto repulsa por machismo.

Quero abordar mais e mais assuntos por aqui. Dia primeiro de junho vamos chegar a um ano de blog. Até lá, eu já quero ter falado sobre gênero, feminismo, cinema e arte que ainda não falei por aqui. São tantas e tantas coisas para falar, que nossa, acho que vou escrever a cada post um assunto diferente.


um tempo pra respirar


Meu gosto musical não sofreu mais uma metamorfose e sim, um aperfeiçoamento! Eliminei alguns preconceitos e compreendi que quem tá na chuva é pra se molhar, então porque não dançar os ritmos nacionais como se não houvesse amanhã?

Nesse meio tempo, percebi que amo cozinhar. Porque não um conteúdo gastronômico cultural aqui hein?

Todo mundo precisa disso mais do que nunca. Relax, be free! Esse ano será triplamente melhor que 2015 e por que não infinitamente? Tô pronta pra qualquer coisa.

Vem com tudo 2016!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

As Histórias #2: Seríamos nós um casal em tons de azul?

sexta-feira, novembro 06, 2015
as histórias



Enquanto escrevo esse texto mentalmente, estou olhando o seu sorriso e lembrando de todas as nossas listas de planos, coisas e playlists que já fizemos juntos. Enquanto escrevo esse texto mentalmente, você sorri pra mim ao falar de uma luminária que encontrou numa loja de antiguidades ontem. Sorrimos, deitados. Rimos, abraçados. 


Eu não sei se somos um casal normal. Encontrei ontem uma listinha pendurada na nossa vitrola, que tinha como título "Cinco músicas para escolher uma mala de viagem legal". Eu também não sei qual o ser humano sóbrio que tem uma playlist pra escolher malas.  Talvez estávamos embriagados quando escrevemos aquilo. 
Levando em conta o fato de que não precisamos de uísque para ficarmos bêbados, concluo: Estávamos embriagados de amor. 

Nosso maior sonho é abrir a janela e dar de cara com uma floresta de coníferas e um dia bem nublado.  A gente coleciona respirações . Olhamos para nosso quarto. Os lençóis brancos reluzem. Olhamos nosso guarda roupa cápsula. Uma camisa branca nunca é demais. Nós temos a mesma preferência de café: morno, forte e escuro. A gente coleciona dias loucos. 

Tudo nosso tem um tom frio, um tom azulado. Isso define bem o céu da nossa vida. 
Dizem que azul é a cor favorita de pessoas que tem problemas mentais. Eu nunca classifiquei nossa história como um exemplo de sanidade. Seríamos nós um casal em tons de azul? Um casal em tons de loucura (vou colar essa frase no seu marcador de livros). Minha jaqueta jeans nunca fez muito sucesso até eu te conhecer. Azul. 

Eu fito seus olhos e concluo que eu não poderia estar em outro abraço. Afirmo que tocar uma música leve no ukulele te faz feliz, mas uma guitarra amplificada parece bem mais legal. Penso que poderíamos montar  mais uma playlist anormal para comer pizza. Concluo que minha vida em tons cinzentos sem você, não é tão legal quanto a nossa história em tons de azul. 





quinta-feira, 1 de outubro de 2015

As Histórias #1: A minha vida é um marcador de livros.

quinta-feira, outubro 01, 2015
café, diário


Então. Não sei como me expressar daqui pelas próximas quinze linhas. Só sei, que minha vida tá tão aleatória que tem gente dando pitaco até onde não devia.

C A N S E I.

Eu vou aqui escrever umas mil metáforas até estar totalmente satisfeita com o que eu vejo no meu monitor. (mentira, só uma já resume tudo)

Metáfora 1: A minha vida é um marcador de livros.

Por que raios a minha vida seria um marcador de livros? Muito simples. Um marcador de livros, marca a página em que você parou de ler, para quando você pegar o livro de novo, tá lá, a página marcadinha só pra você.

Com a vida, isso não é diferente. A minha vida marca meus problemas. A cada problema que eu tenho, pronto, marcado. Futuramente vou ter um flashback legal daquele problema que foi marcado, igualzinho como quando você pega o livro pra ler, e tem aquele micro déjà-vu quando começa a ler, alguma parte da página que você já leu.

Por exemplo. Algum tempo atrás, eu descobri que o carinha que eu tava me enrolando, era MUITO sem conteúdo. Okay. Vamos partir pra outra, a fila anda, e blá blá, blá. Tempos depois, eu já esqueci o cara, estou com outra pessoa, aí eu descubro que essa pessoa é best friend forever do cara sem conteúdo do século passado. GENTE. "Flashback mode on"

Em que botão aperta pra esquecer os problemas de vez?

Aí chega uma criatura e me diz o seguinte:

 "Relaxa, a vida é linda, o segredo é desestressar"

Escuta aqui, queridinha. A vida é linda para quem? Quem me dera o segredo da vida fosse "desestressar".

Mas vamos parar de reclamar por aqui (por hoje). porque a vida não é só brisa e tempo pra desabafar. Tô olhando agora uma pilha de relatórios pra fazer, e esses professores esqueceram que ainda é ensino médio e não o doutorado.

Só espero que amanhã eu escreva um texto menos "velha-de-80-anos-reclamando".





Gostaram? Esse é o primeiro post da série As Histórias! Essa série vai conter crônicas, fragmentos de diários, e tudo o que rola nesse mundo hardcore na visão de uma adolescente de uma mente bem à frente do seu tempo. Talvez todas as histórias tenham fatos ou traços da minha personalidade e/ou vida pessoal rsrs. Talvez essa série dure pra sempre! Deixe seu comentário! 

Até o próximo post! 




sábado, 19 de setembro de 2015

Se o poeta está vivo, quero conversar com ele.

sábado, setembro 19, 2015
se o poeta está vivo, quero conversar com ele


O poeta está vivo, falou assim uma banda chamada Barão Vermelho. (nome esquisito pra uma banda, mas vai entender)

Seria pedir demais uma conversa com o poeta? O poeta sabe de tanta coisa, talvez ele me ajude com uns problemas. Não vou pedir dinheiro. Quero mais do que isso, um conselho. São problemas do coração.

O poeta não se importaria em me ajudar a realmente entender as dificuldades e percalços dos caminhos sinuosos do órgão que bate forte no peito. Tais caminhos que me permitiram ver barbaridades.

O Barão Vermelho me contou também que existe uma roda da história, que é impulsionada pelos moinhos de vento do poeta. O poeta deve saber o que que tá rolando com essa galera desalmada que eu vejo todos os dias nas estações de metrô. Alguma coisa deve ter acontecido para essa selva de pedra ter gente tão insensível.

O poeta não se importaria em me dizer porque que quase não se tem mais amor, e quando tem, não dura. Vira notícia corrente fotos de casais que têm um amor solidificado há anos. Amor é um sentimento tão nobre, por que ele não existe mais?

Esse tal poeta também não se incomodaria em me explicar porque ele foi ao inferno e voltou. Imagina que viagem louca ir ao inferno e voltar pra contar história? E mesmo assim, as pessoas estão realmente se importando com o inferno?

O poeta quer que sejamos ao menos humanos, enquanto não somos fortes. Isso é bom, é fascinante, mas... A humanidade tá tão desumana... Talvez os moinhos de vento e pensamentos do poeta me expliquem.

Moço, moça, você sabe o endereço do poeta? Quero ao menos enviá-lo um convite pra um café para ele me ajudar a trilhar os caminhos sinuosos e malucos do coração.
Só quero conversar com ele.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Infelizmente, recordar não é viver.

segunda-feira, agosto 03, 2015
recordar não é viver


É só uma lembrança, uma recordação. Pode te trazer as emoções mais intensas, mais bonitas, mas mesmo assim, falta algo para ser vivido novamente. Os tempos mudam, a percepção humana muda, mas a lembrança fica ali resistente, tenta guardar todas as essências sentidas.

Recordar, é um verbo de recusa para muitos. Porque muitas lembranças boas resultaram em coisas más. Ou vice e versa. Também é um verbo de pura aceitação quando são lembranças intensas, lembranças de momentos bons, momentos palpáveis, momentos inquietantes.

Aquela lembrança que palpita seu coração, que lhe dá aqueles micros infartos, aquela lembrança que sempre esteve ali te debulhando em lágrimas, ou te arrancando os melhores sorrisos. Esse momento que lembramos, queremos viver de novo, para sentir as mesmas emoções com mais intensidade, ou até mesmo descobrir outras emoções naquele momento.

Infelizmente, recordar não é sentir tudo novamente, na íntegra, Dá aquela sensação presente, mas não é a mesma coisa. E mesmo sabendo disso, nós, míseros humanos, queremos lembrar mais e mais, mesmo que isso não dê para trazer o momento à tona. Queremos sempre recordar. Queremos sempre o coração palpitando de pura emoção. Queremos sempre viver.

sábado, 25 de julho de 2015

Se achar fútil e desnecessário o conteúdo de alguns futuros posts, lembre-se: O blog não é seu.

sábado, julho 25, 2015


Oi gente! 

Então, eu estou respirando fundo pra escrever esse post. 

A verdade é que neste mundo crazy de blogs tem rolado muito preconceito com os blogs de conteúdo misto. Simplificando o que eu quero dizer: Não é porque eu ouço música clássica e adoro um roteiro gastronômico que eu não goste de falar sobre beleza, estética e culto ao corpo.  

As pessoas estereotipam muito, pessoas que sei lá, tenha um conhecimento mais amplo para arte e cultura. Gente, "relou", século 21! Estamos em "pleno século 2015" e não só eu mas como outras pessoas têm se escondido atrás de livros de Charles Bukowski, quando na verdade queriam falar de Bukowski, e também de um delineador muito louco que comprou 2 dias atrás! Cadê a liberdade de expressão????

É desnecessário para as causas sociais, a fome no mundo, a religião em conflito, ou até mesmo para a política falha de um país? É. Mas eu duvido que alguém fale sobre Gabriel García Márquez e vinhos chilenos o dia inteiro! Na minha opinião, isso é uma grande monotonia. 

Voltando para minha pessoa, sim, eu ouço música clássica, adoro ouvir Mozart, quero me formar em Arquitetura, amo a fase classicista da arte, luto por causas sociais, gosto de ler biografias de cineastas, e também gosto de rap pesadão e adoro fazer a louca nas lojas de cosméticos e afins. 

Vou continuar escrevendo textos, falando de cinema, literatura e comportamento? Vou. Mas também vai ter batom de um real sim! Vai ter post sobre make também. E se reclamar, faço resenha de produtos super de boa. 

Chega de estereótipos! Se eu quiser fazer um clipe vestida de Maluco Beleza cantando Ópera, eu vou porque é assim que eu quero me expressar. O mundo não é feito somente de problemas e discussões, a Avenida Mundo tem muita, mas muita história e beleza pra distribuir!




LET'S GO, GUYS! Vamos ser felizes, livres e desimpedidos! 


Beijos livres, e até a próxima! 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O Trem das Onze.

quinta-feira, julho 16, 2015
Trem




Naquela noite acinzentada, o café parecia mais quente que o normal. A monotonia tinha ficado tão intensa... As estações de trem estavam tão cheias, e tão vazias ao mesmo tempo. 

Todos em seus mundos particulares, envolvidos pelos fones de ouvido, pelos livros, ou pela distração de um olhar. O trem chega, recolhe todos, uns sentados, outros em pé. 

E a vida passa, todos preocupados com problemas. 

A Terra parou naquele momento, e eu sentada ao fundo, passei a observar o que se passava. 

Um rapaz em pé, estava triste. Segurava um buquê de flores, e talvez fosse pra longe porque depois de 3 estações, ele não saiu do trem. 
Uma garota que chorava baixo com fones de ouvido, no fundo, bem ao meu lado, talvez chorasse com a música, ou com a perda de um grande amor. 
Um senhor, sentado, carregava a bagagem de anos vividos, assobiava uma música conhecida. E um garoto começou a cantá-la, com uma expressão desanimada. Era a música Trem das Onze. 

"Moro em Jaçanã,
Se eu perder esse trem, que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã..."

Tinha uma garotinha que colocou as duas mãos espalmadas no vidro, e observava por onde o trem passava. Maravilhada, seus olhos grandes corriam pela paisagem. Sua mãe que estava ao lado, massageava as têmporas do rosto. Com a situação do país, tenho certeza que estava preocupada em como pagar as contas no fim do mês. 

E todos ali com seus problemas, com seus percalços. E o silêncio pairando no ar. Parecia até que o silêncio cantava naquela hora. Os problemas não permitiam ninguém falar, conversar, se distrair. Todos focados na distância do destino de chegada, nas contas pra pagar, amores perdidos, nos anos vividos, nos lugares a visitar pela frente. Mas tão focados, que o mundo fora dos problemas é simplesmente inexistente. 

E eu me preocupava apenas em observar os detalhes, porque já não fazia tanto sentido me preocupar com problemas tão solitários. Eu só precisava expressá-los com a minha visão do lado de fora daquele Trem das Onze.



quarta-feira, 1 de julho de 2015

O inverno e sua escala de cinza

quarta-feira, julho 01, 2015
O inverno e sua escala de cinza


Céu nublado. Perfeito. Aquele clima de inverno preguiçoso animava meus dias.
Meu edredom branco, estava reluzente naquela tarde fria. Meus livros empilhados, minha cara amassada de fim de festa, faziam com que a preguiça do inverno, fizesse sentido.

Na sala, ele tocava no piano escuro, uma música lenta. Enquanto tocava, resolveu conversar.

"É inverno... Você, mais do que ninguém sabe, como é bom o inverno." 

- É mesmo. A época em que todos pensam. Os melhores pensamentos que tenho, penso no inverno. Os sentimentos são palpáveis nessa época. Mas e você, o que acha do inverno? - Perguntei e ele tocou a música ainda mais lentamente. Olhei as nuvens, cinzas, pelo vidro. 

"Ele é essencial. Época de descoberta, sentimentos mais intensos, as batidas do coração fazem mais sentido porque podemos escutá-las. É silêncio. O olhar por mais que pareça cansado, é mais significativo. É a magia do inverno. O silêncio que leva a percepção." - ele terminou e tocou a música com o ritmo  mais acentuado. 

- E as cores do inverno? Preto, branco, cinza. Cores minimalistas. Cores que me identifico. Cores que combinam com todos os pensamentos da minha mente. É uma escala de cinza calma, e ao mesmo tempo, fria. 

"O inverno é o silêncio que pulsa na selva de pedra. A sua escala de cinza é a transmissão de uma só pulsação. A transmissão pode ligar pessoas, ou não. A única certeza é que essa transmissão nos uniu." - Ele parou de tocar, e olhou pra mim.

- Com toda a certeza. 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

O medo de arriscar

sexta-feira, junho 19, 2015
arriscar



Só uma xícara de café, já faz o coração pulsar mais forte. Só um sopro, já torna tudo tenso.
E se pensar na situação? Taquicardia na certa. E sabe o que é isso? Medo. Uma situação que faz tudo parecer complicado, pois qualquer decisão irá refletir em algo.

Ouvir música clássica para acalmar. Não funciona. Usando a música para fugir das decisões, nem sempre dá certo. Tem que decidir o que vai ser a partir de agora. É certo fugir da felicidade para não magoar alguém? É certo deixar de ser feliz pela felicidade alheia? Volta pra decisão. Ser feliz, ou querer a felicidade alheia? Sofrer ou aproveitar? Destruir ou construir algo novo? Se importar com os outros que serão afetados pela decisão, realmente faz sentido?

Fazer um passeio leve para espairecer. O destino colabora exatamente nesse momento para tudo lembrar a decisão. Uma brisa surge e o coração acelera. É nessas horas que sentimos o temido gelo no coração. Se culpar é a próxima atitude. Talvez a culpa traga lágrimas. Normal, faz parte do medo.

E de repente tudo fica doloroso, toda presença é hostil. Tudo é sofrimento, antes de tomar a decisão, ou talvez depois, dependendo do caminho que escolher. É isso que traz o medo. Isso é justo? Sofrer antes, durante e depois? Talvez o passado responda essa dúvida. E talvez o passado só piore a situação.

Decisão final: Arriscar naquilo que faz bem. Nessas horas dói um pouco ser individualista e preocupar-se somente com si mesmo. Esperar que o futuro seja auspicioso, a partir dessa decisão tomada. Arriscar é tão difícil... Pode fazer bem, pode não fazer. Mas fazer o que? Dizem que a vida é feita de escolhas, e algumas são escolhas difíceis, que temos que olhar somente pra nós mesmos. 

É como Tio Shakespeare diz: " Não passam de traidoras as nossas dúvidas, que às vezes nos privam do que seria nosso se não tivéssemos o receio de tentar "

 E sabe aquele café que tinha a intenção de te acalmar, e não acelerar teu coração? Depois de arriscar, aí sim ele surte o efeito desejado. 






Gostaram do texto? Os textos por aqui estão muito melancólicos, eu sei ,eu sei. Mas a gente tem que passar no texto o que  o coração sente, para o texto ser sincero, não acham? Quem sabe daqui a alguns textos, eles ficarão felizes hein? É só me acompanhar nessa trajetória hahaha 
Comente, e se gostou, compartilhe! 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A companhia perfeita.

segunda-feira, junho 08, 2015
companhia

Ela suspirou e olhou pro céu. 

"Mais um que se vai"- pensou. 

Olhou cada nuvem e acreditou que dali em diante, a companhia perfeita seria ela mesma. "Por que se apegar? Por que querer sentir algo que não é duradouro?" 

Mas, por um momento, o coração dela respondia tais perguntas. Ela era autossuficiente, mas sempre iria faltar um pedacinho da vida, que só é preenchido com o amor, com um abraço, com um beijo. Seus livros lhe trouxeram esse vazio, esse universo em que o amor rompe qualquer barreira. Mas esse universo pra ela, era vazio. 

Vazio. Um vazio que causava dor. A dor que foi causada por tantas saídas de pessoas da sua vida. Um vazio que causava pânico. O pânico de nunca sentir amor mútuo. 

De repente, veio um riso. Um riso para se proteger do mundo. Um riso de escudo para a tristeza. O riso que lembrou as velhas histórias de uma sábia. O riso que ecoou na mente, e fez surgir mais perguntas. 

" Um riso, é sempre de felicidade?" "Uma companhia sempre carregará um riso?" "E se um riso traz amor?" "Um riso pode também trazer traição?" "Estar acompanhada me fará rir?" "A felicidade é sempre de risos?" 

As lágrimas trouxeram as respostas. Lágrimas sentidas. Lágrimas felizes por terem sido jorradas. A felicidade vai muito além de estar acompanhada. Mas estar bem acompanhada também traz felicidade. A felicidade também poderia ser um silêncio longo. 

Silêncio. O silêncio que a fez pensar em tudo isso. O silêncio que pairava no céu. O silêncio que poderia ser a maior intimidade. O silêncio que perfeitamente poderia trazer uma companhia:

A companhia perfeita






Pessoas, gostaram do texto? É um texto que define muito o que meu coração sente, e quando o coração se expressa, o texto fica muito mais bonito! Amo escrever textos, e talvez eu publique aqui um monte! O que acham? haha 

Até a próxima!

 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O Endereço da Cultura

segunda-feira, junho 01, 2015

Avenida Abbey Road, os fãs dos Beatles a conhecem muito bem haha



Oi! Depois de 3 meses de preparação, cá estou eu pra explicar esta "avenida de informações".
Como surgiu: Surgiu uma ideia de fazer um blog pra falar da cultura, da informação, das opiniões diversas e claro, do entretenimento, quando eu vi que tinha muita coisa pra explorar no mundo. Após assistir aulas de Sociologia com a temática "O que é cultura?", eu finalmente descobri o endereço da cultura.

Porque Avenida Mundo:  Após uma tempestade de ideias, várias anotações, eu já sabia sobre o que o blog iria falar. Mas como todo blog, ele precisava de um título. Tentei vários, confesso que tive um bloqueio de criatividade haha.

Encarei alguns debates em que internautas diziam que os países de primeiro mundo eram os donos da cultura e que o Brasil, não tinha cultura, o que contestei. Que a cultura era exclusiva do exterior. Surgiu a questão: "A cultura tem realmente um endereço?" Depois de muito pensar eu concluí: Sim, o endereço é a Avenida Mundo, que engloba todos os territórios do planeta!

O que espero da Avenida Mundo: Quero promover todas as descobertas da avenida! Afinal, a Avenida Mundo  que me refiro, é bem grandinha, não acham? Compartilharei aqui
arquitetura, música, cinema, literatura, moda, comportamento, lugares e dicas de sobrevivência.

Preparados? Avenida Mundo, aí vamos nós!





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